Aidê Volta pra Camugerê (Quadra)
Oh! Aidê e uma negra africana
tinha magia no seu cantar
os olhos esverdeados e sabia como cozinhar
Sinhozinho ficou encantado e com Aidê ele quiz se casar
Mas eu disse Aidê não se case, vai pro Quilombo pra se libertar.
Aidê!
volta pra Camugerê
Chegando em Camugerê
a liberdade Aidê encontrou
juntou-se com seus negros irmãos
descobriu um grande amor
hoje Aidê canta sorrindo
ela fala com muito louvor
libertade não tem preço
o negro que sabe quem te libertou.
Aidê!
volta pra Camugerê
Sinhozinho que disse então
Com o Quilombo eu vou acabar
se Aidê não se casa comigo
com ninguém ela pode casar.
Aidê!
volta pra Camugerê
Chegando em camugere Sinhozinho se surprendeu
O negro mostrou uma arma
que na Senzala se desenvolveu
O Negro venceu a Batalha
no Quilombo Sinhozinho morreu.
Aidê!
volta pra Camugerê
Saudade!!! (Mestre Toni Vargas) (ladainha)
Saudade...
No coração do Capoeira
é igual uma rasteira
faz o berimbau parar.
Ou entao faz...
tocar um toque de angola
onde o capoeira chora
mesmo sem querer chorar.
E ai se vê...
o lamento do guerreiro
sem rumo, sem paradeiro
o poeta que aparece.
Ele se esquece...
que é forte e perigoso
tira o lenco do pescoço
e joga um verso no ar.
Que diz amor...
por favor, me espere um pouco
nao vá me trocar por outro
eu vim aqui, ja volto já.
IE, VIVA MEU DEUS!!!
Foi na Lapa (Mestre Toni Vargas) (corrido)
Foi na Lapa,
Foi na Lapa
Que Madame Satã, acabava com a luta no soco e no de tapa.
Foi na Lapa
Foi na Lapa
Que peguei o bondinho pra Santa Tereza, foi na lapa.
Foi na Lapa
Foi na Lapa
Que meu mestre jogava, meu mestre saltava, meu mestre cantava.
Foi na Lapa
Foi na Lapa
Que tinha capoeira de noite e de dia nos Arcos da Lapa.
Foi na Lapa
Foi na Lapa
Que eu vi vadiagem, que vi falsidade, que vi malandragem.
Foi na Lapa
Foi na Lapa

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